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Por Gabriel Saboia
O ano de 2011 promete não ser nada tranquilo para o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT). É que as constantes denúncias contra sua administração vem ganhando mais força nas últimas semanas. A mais recente delas, referente ao superfaturamento na compra de medicamentos odontológicos em até 600%, já chegou a Câmara Municipal. Com isso, os vereadores prometem instaurar mais uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) para investigar as supostas irregularidades cometidas.
As notas de compras que apresentariam indícios de superfaturamento de remédios já estão nas mãos do vereador Paulo Maurício Duarte (PDT), que já preside outra CPI, referente a fraudes e compras superfaturadas na Secretaria de Obras, denunciadas pelo ex-subsecretário de Meio Ambiente, Tiago Rangel.
“Trata-se de mais uma apuração que vamos fazer. Tenho a informação ainda de que após a denúncia, computadores da Secretaria de Saúde foram retirados do prédio”, comentou o vereador.
Depoimentos - Paulo Maurício afirmou ainda que os envolvidos na fraude revelada por Tiago serão convocados hoje. A primeira empresa a ser ouvida será a Fortestone, que vendeu à prefeitura farto material de obras no valor de R$ 296 mil, que segundo as notas foram entregues em dois dias. Porém, cálculos apontam que seriam necessários 750 caminhões para fazer a entrega no tempo estipulado. Amanhã será a vez da empresa Eco805, empresa de eletroeletrônicos que vendeu 4.592 sacos de cimento, além de 248m³ de areia e 190m³ de saibro no valor de R$ 120 mil ao todo.
“Inicialmente esta seria a primeira empresa a ser ouvida, mas eles pediram para modificar a data para terça-feira. Eles se mostraram dispostos a falar e não temos como intimar ninguém. Quero apenas que provem como compraram esse material. Se eles tem autorização para vender isso, eu só quero ver a nota de compra do material e depois para ter vendido para Maricá”, lembrou Paulo Maurício.
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