O principal evento da Semana Mundial de Combate à Hanseníase em Maricá ocorreu na manhã desta terça-feira (25/1), quando a equipe do programa de combate à doença no município se instalou na Praça Conselheiro Macedo Soares. O local serviu de base para uma ação que chegou a outras ruas do Centro, onde agentes também levaram informações sobre prevenção e identificação da presença do bacilo de Hansen.
Para a assistente social Eliane da Cruz Morais, que é coordenadora técnica do programa, a população recebeu bem a proposta de levar o trabalho às ruas, mesmo com alguma resistência.
“Houve quem não quisesse sequer pegar os panfletos das mãos dos agentes. Talvez fosse pressa, mas sabemos também que existe ainda muito preconceito. Mas só vamos combater isso com ações como esta, que levam informação e estimulam a observação das pessoas”, ressaltou.
O foco da campanha deste ano, que tem o nome de “Janeiro sem Manchas”, é que aumente o diagnóstico precoce da hanseníase e, com isso, seja possível prevenir as atrofias musculares. Depois desta ação, que volta a ocorrer na manhã desta quinta-feira, a expectativa é que haja uma maior procura pelo programa em Maricá, que fica no Serviço de Atendimento Especializado (SAE), onde se encontram ainda outros programas como o de DST-AIDS.
“A hanseníase é uma doença que atinge os nervos e a parte muscular, causando as atrofias, problemas motores e, em casos mais graves, até mutilações. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores as chances de curar o paciente ou evitar essas seqüelas”, alerta a fisioterapeuta Vera Lúcia Nogueira.
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