Revista Encontros Edição 112

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Buraco feito pela chuva 'suga' casa em Maricá

Defesa Civil interditou a casa e família dormiu na Prefeitura (Foto: Julio Diniz)

Um milagre - ou obra do acaso - livrou uma família de Maricá de mais uma tragédia provocada pelas chuvas na região. Na quarta-feira (4), por volta de 12h30, a estudante Juliana de Abreu Euzébio, 13 anos, estava na cozinha de sua casa, na Rua 46, em Itaipuaçu, quando sentiu uma pedra cair em seu ombro. Ao olhar para cima sentiu que a casa se mexia e, imediatamente, alertou sua mãe, Elisabete Lopes de Abreu, 30. Desesperada, ela gritou para todos saírem da residência. Foi quando a casa caiu.

Mãe de mais duas crianças, uma de 4 anos e outra de 5 meses, Elisabete contou que o maior desespero foi de não conseguir tirar sua mãe, Maria José Lopes, 49 anos - que é deficiente visual - do local.A família comprou o terreno em 2003, mas só conseguiu terminar a obra em 2007. 
“Por ela ser deficiente dificulta a locomoção, então o meu desespero foi de não dar tempo de salvá-la”, relatou Maria José, que é casada com Pedro Carlos de Abreu, 59. 

O casal tem quatro filhos, sendo que apenas duas estavam na casa no momento do desabamento.
“Minha filha Neuza, de 27 anos, tomava banho na hora. Quando ouviu os nossos gritos, ela saiu pelada para fora de casa. Sorte que minha neta, filha dela, que tem 7 anos, já estava brincando no quintal”, disse Maria José. 

Buraco - A família foi atendida ainda no local pela Defesa Civil de Maricá e pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Participação Popular. Segundo os técnicos da Defesa Civil, a área onde foi construída a casa não é plana e a areia é instável. As chuvas danificaram o solo e a casa foi sugada por um buraco.

Pernoite - A assistente social da prefeitura de Maricá, Karina Damasceno, informou que a subsecretaria da Prefeitura cedeu duas salas de sua sede para abrigar a família, pelo menos por esta noite. “É uma medida emergencial para eles ao menos terem onde dormir e o que comer. Amanhã podermos resolver melhor como iremos ampará-los”, explicou Karina. 
O Conselho Tutelar também foi encaminhado ao local para acompanhar a situação das crianças.

Fonte: São Gonçalo

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